
Sim, camaradas! Nosso amigo aí da foto nunca tinha pegado ninguém, mas estreiou em grande estilo. Vamos aos fatos:
Terça-feira - 20 de abril de 2010 - véspera de feriado. Um silêncio apossou-se, à noite, de minha casa. Já não ouvia mais os uivos cortantes, as latidas polifônicas ou as rosnadas raivosas. Não! Só poderia ser uma coisa: Dimenor havia fugido!
"Dimenor! Dimenor! Vamos passear, Dimenor! Olha o que eu tenho pra você, Dimenor!" Nada... Dimenor havia me abandonado! Rodei a madrugada inteira atrás do bichano... e nada...
Dia seguinte - 11:00h da manhã - Acordo com meus irmãos e minha sobrinha aqui em casa (isso mesmo, eles chegam de surpresa) e eis que ouço latidos: é o Dimenor!!! Dimenor havia arrebentado a cerca e pulado pra casa vizinha. Tava lá, todo faceiro, na companhia de duas garotas, digo, cachorras - uma loirinha e uma pretinha. "Queira Deus que elas não estejam no cio... Agora, já que não consigo tirá-lo daí, melhor esperar." Pensei.
Mesmo dia, à tarde - O vizinho chega em sua casa e eis que se depara com um cachorro maluco, rosnando e mostrando os dentes, como quem diz: "Vai procurar "suas nega", porque estas já têm dono!" Desesperado, grita aqui em casa, no que eu prontamente atendo. "O pior é que às duas estão no cio!". Disse o coitado. Aí entendi tudo.
Dimenor, cansado da vida celibatária e vendo aquelas duas beldades se oferecendo, logo deu um jeito de resolver seu problema. E em grande estilo: um ménage à trois com uma loira e uma morena! O dono daquelas oferecidas deu logo a sentença: "Saulo, agora que seu cachorro desonrou minhas meninas, você vai ter que assumir!". Resultado, metade da futura ninhada será minha! Tempos modernos, velhos problemas...
Obs: Depois, o dono das cachorras (que o são em ambos os sentidos), resolveu dar-lhes abortivo. Espero que não vire um drama familiar...

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